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domingo, 8 de novembro de 2009

Alunos da Educação de Jovens e Adultos.

A reflexão sobre o ensino e a aprendizagem da clientela dos alunos da EJA e os conceitos de educação inseridos nesse processo, nos levam a pensar num proceder onde os fatos vão acontecendo, as necessidades surgindo e pedem um encaminhamento para a solução. As dificuldades precisam ser identificadas e trabalhadas, valorizando assim as experiências de vida dos alunos.
Esses alunos possuem uma história de vida diferenciada, podemos considerá-los um grupo homogêneo, pois suas características se assemelham culturalmente na sociedade em que vivem ou de onde vieram.
A falta de sintonia entre a escola e os alunos que a freqüentam, dificultam a permanência da clientela da EJA no curso.
A ordem socioeconômica pode impedir que os alunos se dediquem plenamente ao programa.
A escola desenvolve suas atividades baseadas em regras que não são parte do conhecimento do senso comum, atrapalhando o bom andamento da vida escolar desses alunos.
O aluno da EJA é geralmente o migrante que chega às grandes metrópoles provenientes de áreas rurais empobrecidas, filhos de trabalhadores rurais não qualificados e com baixo nível de instrução escolar, ele próprio com uma passagem curta e não sistemática pela escola e trabalhando em ocupações urbanas não qualificadas, após experiência no trabalho rural na infância e na adolescência, que busca a escola tardiamente para alfabetizar-se ou cursar algumas séries do ensino supletivo.
Ele é também um excluído da escola, mas com chances maiores de terminar o ensino fundamental rapidamente.
Refletir como esses jovens e adultos pensam e aprendem envolve, portanto, transitar pelo menos por três campos que contribuem para a definição de seu lugar social: a condição de não criança, de excluídos da escola e a condição de membros de determinados grupos culturais.
Eles trazem consigo maior capacidade de reflexão sobre o conhecimento e sobre os seus próprios processos de aprendizagem por se encontrar numa etapa da vida, diferente das crianças.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

QUALIFICAÇÃO PARA A VIDA

A educação do jovem e adulto é considerada mais do que um direito é a caminhada para a qualificação e requalificação profissional.
O direito da clientela da EJA é de uma escola de qualidade e o reconhecimento de igualdade do todo e qualquer ser humano.
Diante de uma função qualificadora onde o indivíduo constrói conhecimentos, habilidades, competências e valores nos deparamos com uma realidade que propicia e dá condições ao aluno a inclusão de estratégias de valorização de suas experiências.
A EJA deve ser uma educação onde o conhecimento e a vivência do aluno são considerados para construção do saber. A preocupação do saber ouvir os alunos da EJA, dá um diferencial para contemplar qual a melhor forma de auxilià-los no seu desenvolvimento intelectual e social, qualificando-o para a vida.

domingo, 13 de setembro de 2009

CONHECENDO A EDUCAÇÃO PARA JOVENS E ADULTOS

O trabalho em grupo da interdisciplina da EJA, me oportunizou a conhecer melhor as diretrizes curriculares nacional para a Educação de Jovens e Adultos.O texto é longo, bastante complexo e de difícil compreensão imediata, precisa de muita leitura e reflexão, mas a atividade proposta fez com que em grupo a ajuda fosse recíproca e nos auxiliamos na compreensão através das respostas aos principais argumentos do autor, Carlos Roberto Jamil Cury, membro do Conselho Nacional de Educação.
Os alunos da EJA, em sua grande maioria são aqueles menos favorecidos que viram-se obrigados a deixar a escola em favor de sua sobrevivência e até de seus familiares. Sendo assim a EJA vem lançar esse suporte reparando essa falha, essa lacuna onde os iletrados possuem cada vez mais dificuldades em ter um emprego mais digno.
A inserção no mercado de trabalho os torna não só um mero trabalhador, são mais do que isso, o aluno operário é aquele que luta por igualdade elevando sua auto-estima e se qualificando para a vida.